Já saiu a nova tabela com os resultados dos produtos mais usados por quem está na jornada FIRE!

Nota importante: Estes números servem apenas como referência e não devem ser usados para comparar diretamente PPRs com ETFs. Os PPRs têm benefícios fiscais que os ETFs não têm, mas pessoalmente continuo a achar que não compensam, porque mesmo com os benefícios, a rentabilidade tem sido demasiado baixa comparada com ETFs globais.
E como estão os mercados agora?
Nos últimos tempos o S&P 500 caiu mais de 20% desde os máximos de Fevereiro, mas já recuperou uma parte. Apesar disso, muitos continuam a ver o portfólio em queda.
Se tens 200.000€ investidos em ETFs como o MSCI World ou S&P 500, provavelmente ainda estás com uma descida de 10.000€ a 20.000€ no total.
“Porque é que os meus investimentos ainda estão em baixa se o mercado americano subiu?”
Se investes a partir da Europa, isto pode parecer estranho: o S&P 500 já recuperou da queda de abril e vai com +7% em dólares este ano. Mas se fores ver o teu ETF, pode estar com -6%.
A explicação é simples: o dólar caiu mais de 12% face ao euro desde janeiro. Ou seja, mesmo que o mercado americano suba, quando convertemos para euros, o valor total pode estar mais baixo.

Exemplo:
Um ETF que suba 6% em dólares pode estar com -8% em euros se o dólar se desvalorizou o suficiente. O mesmo acontece com o VWCE e o IWDA, porque têm uma grande fatia de ações americanas.
Isto é normal, as moedas sobem e descem com o tempo. Em 2022 o dólar valorizou e beneficiou quem investia a partir da Europa. Agora está a acontecer o contrário. Pode ser chato a curto prazo, mas a longo prazo tende a equilibrar.
PPRs
O Save & Grow continua a liderar nos prazos mais curtos com 12,71% a 3 anos e 10,25% a 2 anos, mas está negativo no último ano com -0,10%. O Invest AR está bastante consistente com 7,04% a 15 anos, 5,05% a 1 ano e sem nenhum ano negativo. O STOIK e o Optimize continuam a mostrar que a volatilidade é real mesmo nos PPRs, ambos com resultados negativos a 1 ano (-2,33% e -3,53%).
ETFs
O QDVE (S&P 500 IT) continua a reinar nos prazos mais longos, com 21,66% a 5 anos e 26,60% a 3 anos. Mas como é um ETF focado em tech, é também o mais volátil. O CSPX (S&P 500) está com 12,66% a 10 anos e 15,43% a 5 anos, o que é excelente e mais equilibrado.
O IWDA (MSCI World) está com 11,71% a 15 anos e 13,70% a 5 anos. Também é uma excelente opção para quem quer diversificação global com menos volatilidade do que o S&P 500.
Conclusão:
Apesar das quedas recentes e da penalização cambial, os ETFs continuam a ter rentabilidades muito superiores aos PPRs. Mesmo que este ano acabe ligeiramente em baixa, a história mostra que quem se mantém investido é quem mais beneficia no longo prazo.
Mudar de estratégia agora, só porque o euro subiu ou a bolsa desceu, não faz sentido. O importante é manter o plano, ajustar se for mesmo preciso, e não entrar em pânico com flutuações normais do mercado.